terça-feira, 15 de agosto de 2017

Atypical: sensibilidade na nova série da Netflix

Fonte da imagem: Google
A Netflix lançou mais uma série original. O serviço de streaming anda lançando tantas que não dá nem tempo de ver todas, não é? Mas essa eu indico demais. É bem rapidinha. Como estou de férias, terminei em dois dias. Está na primeira temporada e espero que seja renovada, apesar da Netflix nos matar de tanto esperar... Possui apenas oito episódios de meia hora. Não falei que é rapidinho? Você nem vai sentir o tempo passar. 

A temática

Apesar do tema denso, a série mescla tons de drama e comédia na medida certa. Atypical” trata da vida do adolescente, quase adulto, Sam Gardner (Keir Gilchrist), dignosticado com Síndrome de Asperger, que está entre os Transtornos do Espectro do Autismo. Com 18 anos, chega na fase em que deseja namorar. O problema é que, para ele, se relacionar é bem mais complicado do que para outras pessoas.

A série aborda a temática de forma ampla e sensível: não focando somente na pessoa de Sam, mas levando o público a conhecer os membros da família, seus próprios sentimentos e como o diagnóstico do garoto afetou e continua afetando a relação entre eles. Não sei se seria um spoiler o que vou dizer a seguir (se não quiser arriscar, pare de ler por aqui...), mas não vi outras resenhas falando muito sobre a família de Sam. É claro que o diferencial desse seriado é a forma sensível como o autismo é tratado. No entanto, o que mais me marcou foi o modo como a autora Robia Rashid retratou o aspecto familiar em torno da doença. 

A família

Sam possui pai, mãe e irmã. Uma família tecnicamente normal e unida, mas, durante a série, são descortinados diversos fatores que revelam a dificuldade de cada um em lidar com o autismo dentro de casa. A mãe, Elsa, é a leoa. Que sempre fez tudo pelo filho e, como abriu mão de várias coisas para cuidar dele, diante da possível “independência” de Sam, agora vive um momento de conflitos internos. O pai, Doug, ama o menino, mas teve dificuldades em lidar com a doença do filho diante da sociedade. 

Da família, a personagem mais interessante na minha opinião é a irmã, Casey. A caçula passou a vida como coadjuvante, já que Sam é o centro das atenções. Inteligente e super atleta, nem suas conquistas pessoais a fazem ganhar um pouco da atenção dos pais. No entanto, ama demais o irmão e o protege em ambientes hostis, como no colégio, por exemplo.

Existem outros personagens ainda, que interagem de forma importante na série. Mas se eu contar sobre eles, aí sim seria spoiler. Você vai precisar assistir pra conhecer.

Atypical” aborda os temas adolescentes e os desafios diante de uma doença que sempre foi estigmatizada e pouco conhecida pela sociedade. Mostra sensibilidade ao tratar do assunto na visão do próprio portador de autismo e de sua família. 

Você verá o autismo por outra ótica após assistir essa série. Realmente, vale a pena. Assiste aí e depois me conte o que achou. 


sábado, 29 de julho de 2017

Eu preciso falar sobre "Mr Selfridge"

Jeremy Piven é Harry Gordon Selfridge no seriado que estreou em 2013.
As quatro temporadas da série da ITV estão disponíveis na Netflix.

Para aqueles que curtem o combo "seriado + de época + biografia" vão curtir "Mr. Selfridge". A Netflix e suas infinitas indicações de acordo com as nossas preferências, já me apontava esta série. No entanto, fiquei reticente. Achei que podia ser monótona e muito pesada para minha atual "preguiça mental" para seriados difíceis. 

Depois de uma longa caminhada por seriados de época e que possuíam mulheres como protagonistas (The Crown, Call the midwife, Land Girls, Outlander, The Paradise), finalmente me rendi àquela imagem de um homem poderoso em sua mesa de madeira maciça. E fui positivamente surpreendida. (Adoro quando isso acontece!) E eu "engoli" a série. Assisti um episódio após o outro das quatro temporadas e terminei rapidinho (infelizmente).

Curiosa que sou, entre um episódio e outro, acabei pesquisando sobre o magnata no Google e, é claro, como seria normal de uma biografia, recebi aqueles spoilers direto na face! Mas isso não me atrapalhou em nada. Mr Selfridge já tinha me conquistado.  Figurino, fotografia, cenografia. Tudo impecável! Os atores podem causar certa estranheza a princípio, mas vão se tornando naturalmente parte da nossa família. 


O seriado



Cada personagem traz lições únicas e importantes. Eles se formam e crescem a cada temporada.

Início do século XX, período de grandes mudanças: sociais, tecnológicas ou comportamentais, "Mr. Selfridge" consegue abarcar diversas vertentes. Harry Gordon Selfridge é um estadunidense, visionário. Em viagem à Londres, percebe que aquela cidade, com todo seu potencial, ainda não possuía uma loja de departamentos como a "Marshall Field", onde ele havia sido "formado" profissionalmente. Para você ver que Selfridge está presente hoje ainda, a frase emblemática "O cliente tem sempre razão" é atribuída a Selfridge ou ao seu patrão na Field. No entanto, seu instinto empreendedor, trouxe para a Inglaterra uma nova visão de negócios. Mega promoções e atividades artísticas e culturais eram realizadas na loja e faziam parte das estratégias para atraírem clientes. E publicidade. Ahhh! A publicidade era uma grande paixão de Selfridge, que gastava rios de dinheiro com publicidade em jornais de grande circulação.

A série aborda a vida profissional e pessoal de Selfridge, da ascensão à queda. Caso você pesquise no Google e assista a série, verá que existem algumas diferenças da história real. Porém, isso não abala em nada a qualidade do seriado. Portanto, não vou me ater a repetir o que você pode achar em outros sites. 

Além disso, em uma época em que as roupas eram produzidas artesanalmente e os produtos eram mantidos longe das vistas dos clientes, Selfridge lotava os estoques e deixava à mostra para que todos pudessem ver, tocar e, assim, escolher. A Selfridge´s era uma loja voltada para a classe abastada e, como estratégia, colocou departamentos femininos em evidência, assim como perfumaria e cuidados com a pele. Vitrines eram tão valorizadas por Selfridge, que existiam funcionários com dons artísticos especialmente contratados para pensarem na decoração de acordo com cada campanha ou promoção nova na loja.

O primeiro episódio mostra a inauguração da Selfridge´s e já surgem vários personagens que nos acompanham durante todas as temporadas. As histórias de cada um se misturam com a do próprio Selfridge ou de sua loja. Desde a questão familiar, as aventuras amorosas (que, até mesmo, interferiram nos negócios), a irresponsabilidade com jogatinas, até a forma inovadora de gerenciar a empresa e os funcionários. Os sentimentos são evidenciados e a história de cada um, de Selfridge, seus filhos, gerentes e vendedores, passa a ser envolvente e nos dá a deliciosa sensação de serem parte de nossas próprias vidas. Com sinceridade, quando terminei o seriado, senti muita saudade. 


Por que indico?

Jeremy Piven deixou sua marca e fez um maravilhoso Harry Gordon Selfridge.

Para as quatro temporadas, a passagem de tempo é de cerca de 20 anos, que perpassa diversos acontecimentos da História mundial, como a Primeira Grande Guerra e suas consequências sociais. A passagem de tempo também possibilita vermos as diferenças nos vestuários, maquiagem e no pensamento cultural da época.

Indico, primeiramente, porque sou uma apaixonada por História e esse seriado passa por vários temas interessantes, tais como: a questão da mulher na sociedade, a mudança nos pensamentos culturais com relação ao vestuário, à maquiagem, as consequências sociais de uma guerra, entre outros. Além disso, "Mr Selfridge" é muito bem produzido, com atores ótimos e um figurino impecável. 

A figura feminina também é colocada em evidência. Desde sua mãe, sua esposa, suas filhas, suas amantes, suas funcionárias e suas amigas, diversas personagens fortes e importantes passam pela vida de Selfridge. Apesar dos momentos que revelam a fraqueza de Selfridge diante de um "rabo de saia", também existem os conselhos das mulheres, que ajudam o empresário em vários dilemas. No entanto, ele também faz a diferença na vida de algumas personagens, como suas funcionárias, quando lhes oferece e possibilita oportunidades de crescimento profissional, em um momento em que a mulher era desvalorizada e só servia para ser dona de casa e mãe, ele valoriza a mulher como profissional. E isso é bem pontuado na série. 

Na série existe uma clara demarcação entre as mulheres que são "diversão" e as que "são levadas a sério" na vida de Selfridge. Personagens como a esposa Rosie, a mãe Lois, a amiga Lady Mae e as a funcionárias Agnes Towler, Miss Mardle e Kitty fazem parte do mundo "sério" feminino da vida de Selfridge no seriado. Cada uma com sua parcela de importância, seja na vida pessoal do magnata ou na rotina da loja. No caso das funcionárias, é interessante vermos a visão diferenciada que Selfridge possui diante de um período ainda machista da história. 

"Mr. Selfridge" me marcou em tantos níveis que é difícil descrever. Para mim, foi mais que um entretenimento qualquer. É entretenimento com aprendizado e reflexão. Assista "Mr. Selfridge" com olhar crítico. Mesmo sabendo que não é fiel à verdadeira história de Selfridge, as partes importantes, que revelam os erros e acertos desse homem visionário, estão ali para assistirmos. 


Alguns links interessantes, caso você deseje conhecer mais sobre o empresário que mudou a visão do comércio:

Vídeo produzido pela Selfridge´s com os atores de "Mr. Selfridge"

Texto interessante sobre a vida de Harry Gordon Selfridge

Texto sobre as diferenças entre a história real e a ficção (em inglês)


Assista e me conte suas impressões sobre "Mr. Selfridge".

E agora? Qual seriado você me indica??

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Judaísmo e Cristianismo: as práticas judaizantes na igreja evangélica neo-pentecostal brasileira

Trabalho Final para a disciplina “Tópicos de História Política e das Instituições”


Réplica da Arca da Aliança sendo vendida no 

Este trabalho busca introduzir a questão das igrejas que misturam rituais e símbolos judaicos, com preceitos cristãos, as chamadas igrejas “judaizantes”. Fato este, que acontece desde o período neo-testamentário. No entanto, o trabalho terá como foco as igrejas evangélicas neo-pentecostais contemporâneas.






Do Judaísmo para o Cristianismo


Que Jesus Cristo era judeu, todos que conhecem a história, sabem. No entanto, como descrito no livro de Atos dos Apóstolos, seus discípulos, que também era judeus, deram origem a uma nova religião: o cristianismo. Ela rompia com as tradições e rituais exigidos pela “Lei de Moisés”. A nova religião monoteísta, valoriza a fé e não possui ritos, mas sim, regras de convívio e de moral, baseadas nos ensinamentos de Jesus.
Em Mateus 5:17-18, Jesus disse

“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas, não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo, até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.”


As festas e leis instituídas no Antigo Testamento eram sinais do que haveria de acontecer com a vinda de Jesus. As festas tinham o significado físico, mas também material, como por exemplo, a Páscoa, que significa a libertação (do Egito e espiritual).
Inclusive, no Evangelho de João, o próprio Jesus instaura uma nova lei: amar uns aos outros, como Ele nos amou. Já, na carta aos Romanos, o apóstolo Paulo reforça esse preceito de Cristo e ainda conclui: “(...) o cumprimento da lei é o amor” (Romanos cap. 13 vers. 10).
Portanto, como dito anteriormente, o cristianismo inaugura uma nova fase, com menos rituais e simbologias, eliminando sacrifícios de animais e demasiadas restrições alimentares e exigindo novas responsabilidades na conduta da vida cotidiana. Inclusive, na aceitação dos gentios (povos não-judeus), que se converteram ao cristianismo.


Judaizantes no período neo-testamentário
Mesmo nos primórdios, quando os apóstolos ainda ensinavam os novos preceitos, existiam aqueles que ainda buscavam a salvação pela Lei. Paulo, por exemplo, abordou o problema doutrinário em sua carta aos Gálatas. O fato acontecia, muitas vezes, por influência de judeus que se converteram ao cristianismo e, como eram circuncidados, entendiam que os gentios também deveriam ser, além de exigirem que seguissem outras regras determinadas no judaísmo.
Mas, o apóstolo Paulo reforça que essa prática já não condizia com os novos preceitos ensinados por ele e pelos outros “pais” da Igreja Primitiva. A vinda de Jesus, seus ensinos e sua obra, seriam suficientes para que todos aqueles rituais fossem deixados para trás.
No versículo 16 do 2º capítulo da carta de Paulo aos Gálatas, o apóstolo deixa claro que a lei não serve mais para justificar o homem. “(...) também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado”. No 3º capítulo da mesma epístola, no versículo 13, Paulo alerta: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós”.
Por isso, devido aos contratempos que aconteciam por causa dessas diferenças ritualísticas entre judeus e gentios convertidos ao cristianismo, os apóstolos da Igreja Primitiva se reuniram em Jerusalém (Atos dos Apóstolos cap. 16 vers 6-29) e decidiram sobre como os gentios deveriam se comportar nessa nova fé, já que não precisariam cumprir as leis que os judeus guardavam. Ficou decidido que era necessário se abster das relações sexuais ilícitas, das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas.

Os Judaizantes da atualidade
O assunto é amplamente conhecido nas igrejas atuais. Existem as pessoas que combatem tais práticas e as que defendem. Os que praticam, fazem uso excessivo de símbolos da fé judaica, como, shofar, bandeira de Israel, Menorah, Talit e a observância das festas judaicas. Denominações neopentecostais contemporâneas são as que, em grande parte, realizam eventos e mensagens de cunho judaizante.
Ainda nessa teoria, de acordo com o músico e pastor, Sóstenes Mendes Xavier, autor do livro “As Festas do Senhor”, as sete celebrações instituídas por Deus no Antigo Testamento estão divididas em três temporadas e podem ser aplicadas na vida de Jesus e dos cristãos. Em toda sua obra, o autor orienta a prática das Festas, nos dias indicados na Bíblia e com as músicas e danças respectivas. Para ele, é uma volta aos ensinos primordiais de Deus, ao mesmo tempo em que fala que isso não é ser judaizante. Sóstenes também ressalta a importância da comunhão entre judeus e gentios.
Certas igrejas promovem tais Festas, fazem réplicas da Arca da Aliança, do Tabernáculo, pastores pregam vestidos com Talit, entre outros rituais. Esses líderes e comunidades baseiam tais atitudes a partir do slogan “Sair de Roma e voltar para Jerusalém”, que seria uma referência à necessidade de voltar às origens da Igreja. Líderes como Valnice Milhomens e Apóstolo Renê Terra Nova são os mais famosos divulgadores dessa prática no Brasil. 

 
Terra Nova, apóstolo do Ministério Internacional da Restauração, igreja localizada em Manaus/AM, em 2010,  envolveu-se em uma grande polêmica, quando auto intitulou-se “patriarca”, lembrando o chamado de Deus a Abraão. No evento, foi dito que o apóstolo era pai de uma nova visão para o país (Visão Celular no Modelo dos 12), e, por isso, recebia o título. Foram apresentados estandartes e bandeiras das 12 tribos de Israel, dos estados brasileiros e, inclusive, contou com a participação do presidente da ICEJ, Embaixada Cristã Internacional de Jerusalém, Malcolm Hedding, que declarou que Israel também reconhecia o legado patriarcal do apóstolo.

Entre os exemplos no Brasil, o maior é o da Igreja Universal do Reino de Deus. Em 31 de julho de 2014, a denominação inaugurou o maior espaço religioso do país, com 100 mil m². O local é denominado “Templo de Salomão”, sendo uma réplica do templo de mesmo nome indicado na Bíblia. O espaço ainda conta com o “Jardim Bíblico”. A propaganda no site relata:
“Um passeio temático e único no mundo. Visitantes regressam ao passado para conhecer a réplica fiel do Tabernáculo de Moisés, entrar no Memorial dos Templos de Jerusalém e caminhar pelo Jardim das Oliveiras Centenárias. Um pedaço da Terra Santa no Brasil.”

As fotos abaixo são do “Templo de Salomão”.

Na noite de inauguração, homens vestidos de sacerdotes carregaram uma réplica da Arca da Aliança pelas ruas do bairro do Brás, em São Paulo.

Templo de Salomão está localizado no bairro do Brás, em São Paulo








O Bispo Edir Macedo recebeu os fiéis adornado por um Talit e com as réplicas das tábuas dos Dez Mandamentos atrás do púlpito.

Conclusão

O pastor Renato Vargens explica sobre o porquê das leis não valerem para o cristianismo:

“As leis cerimoniais judaicas, os ritos sacrificiais, as festas anuais, foram abolidas definitivamente por Cristo na cruz do calvário (o significado de cada uma delas se cumpriu em nosso Senhor). Por esse motivo, mesmo os judeus que se convertem hoje ao cristianismo estão dispensados das leis cerimoniais judaicas. É por esta razão que crentes em Jesus, não fazem sacrifícios de animais, não guardam o sábado, não celebram as festas judaicas, não se prostram diante a Arca da Aliança e nem tampouco fazem uso do shofar.”

Para o missionário da Junta de Missões da Convenção Batista Nacional, Luis A. R. Branco, a apreciação atual dos cristãos pela Terra Santa e pelo povo judeu, gera uma importação exagerada dos costumes judaicos, o que fere a orientação apostólica da Igreja Primitiva, dos reformadores e do próprio Jesus. Na epístola aos Gálatas capítulo três, versículo 11, na Bíblia Sagrada, Paulo reforça que, pela Lei, ninguém será justificado diante de Deus.
Com tudo isso, conclui-se que os símbolos judaicos utilizados em abundância dentro de algumas igrejas neo-pentecostais contemporâneas são desnecessários para a prática do cristianismo pregado pelos apóstolos. Os líderes que praticam tais coisas, baseiam-se no Antigo Testamento e em objetos que não possuem relevância para a prática cristã, servem somente como adornos e simbologias para os locais e eventos.



Fontes das imagens e informações:


https://noticias.gospelmais.com.br/pastor-critica-adocao-costumes-judaicos-igrejas-evangelicas-65004.html. Acesso em 22 de maio de 2017 às 15h36.

http://www.eismeaqui.com.br/estudos-biblicos/as-heresias-do-cristianismo-judaizante/. Acesso em 22 de maio de 2017 às 16h47.

http://noticias.r7.com/brasil/com-a-presenca-de-dilma-templo-de-salomao-e-inaugurado-em-sao-paulo-13102016. Acesso em 14 de junho de 2017 às 10h50.
http://www.mir12.com.br/br/2014/noticias/779-rene-terra-nova-13-anos-de-apostolado-autoridade-com-maturidade

https://noticias.gospelmais.com.br/apostolo-rene-terra-nova-mir-13195.html. Acesso em 21 de junho de 2017, às 18h08.

O que é o Talit - http://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/602882/jewish/Talit-e-Tsitsit.htm
XAVIER, SÓSTENES M. As Festas do Senhor. Minas Gerais: Betânia, 2003. 127 p.  
ALMEIDA, JOÃO FERREIRA DE. Bíblia Sagrada. Vida, 1996.


sexta-feira, 16 de junho de 2017

É sempre tempo de lembrar e agradecer



Foto: Google


"Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" I Ts 5:18




Todo o tempo é tempo de agradecer. 

Às vezes, nos prendemos tanto às coisas que ainda não conquistamos, que esquecemos os presentes que Deus já nos deu. Às vezes a promessa ou o pedido foi há tanto tempo, que não recebemos com gratidão quando chega.

Nos últimos dias, relembrei de alguns pedidos ou, até mesmo, vontades que ficaram somente no pensamento, que tive anos atrás e hoje, aos poucos, vão se tornando realidade.

A primeira delas, foi quando escolhi o curso superior que iria fazer, Deus me disse que minha profissão seria usada para o Reino Dele. É claro que já uso os conhecimentos que adquiri na faculdade de Jornalismo há um bom tempo. Seja no site da igreja ou nas redes sociais, alguma coisa eu sempre dei uma "mãozinha". Mas ainda não era exatamente aquilo que meu coração desejava. Eu sempre fui apaixonada pela TV... Hoje, tenho a oportunidade de atuar com vídeos, levando ao ar os anúncios da igreja. Além disso, começamos a realizar entrevistas para compartilhar testemunhos que, talvez, de outra forma não seriam divulgados. Vejo nesses pequenos detalhes, a realização de dois sonhos antigos: o de usar minha profissão para o Reino de Deus e o de poder trabalhar com o que amo, a TV.

Na época de vestibulanda, passava pelo campus da Universidade Federal de Juiz de Fora, apontava para a Faculdade de Comunicação e dizia que ainda iria estudar ali. Pois bem... não cursei Jornalismo lá, mas, anos depois, passei em História (um curso que eu sempre disse que se tivesse a oportunidade, faria...pois amoooo História). E o prédio é na mesma direção que eu apontava, só que num morro atrás da Facom.

Ainda nesse processo de estudos, sempre tive vontade de fazer Teologia. Após formar na faculdade, Deus abriu as portas (com muita oração) e fui para Belo Horizonte cursar o Seminário Teológico Carisma, na Igreja Batista da Lagoinha. Alguns anos antes, pisei no púlpito daquela igreja, deslumbrada com o que via. Eu amava aquele lugar por causa do ministério de louvor Diante do Trono. Estar ali, naquele momento (eu devia ter uns 16 anos), era maravilhoso. Eu não sabia que, tempos depois, estaria naquele púlpito, como oradora da minha turma, com o próprio Pr Márcio Valadão me assistindo. 

Sonhos se realizam quando estão nas mãos certas: as mãos de Deus

Outra realização foi meu emprego. Amo minha profissão e sempre quis atuar nela. Meu último estágio foi exatamente no mesmo lugar que estou hoje. Lembro que na época eu queria ter continuado e não pude. Mais de oito anos depois, voltei ao mesmo lugar, na condição de profissional. Acho lindas essas voltas que a vida dá. Vejo a mão de Deus em tudo. Vejo a mão de Deus conduzindo tudo no tempo certo. 

Tenho muitos sonhos a serem realizados ainda. Creio que todos acontecerão no tempo certo, mas, enquanto eles não se realizam, eu busco trazer à memória o que pode me gerar esperança.

Que os sonhos nunca acabem. E que a esperança seja infinita em nossos corações.

"Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem." Hb 11:1


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Shalom Yerushalayim - Paz em Jerusalém

Jerusalém, que em teus muros haja paz...

Fonte: Google

Israel me fascina e, certo dia, acordei com Israel na cabeça. Na verdade, logo pela manhã estava ouvindo músicas que remetem à Israel e que me tocaram profundamente.
Sem ser judaizante, eu amo Israel. Amo tudo o que se refere à Jerusalém. Amo tudo relacionado aos judeus e tenho imensa curiosidade acerca de temas que envolvem esse povo, Jerusalém e essa nação. 
Desde criança, tenho o sonho de conhecer Jerusalém. Tudo sobre aquele lugar e povo me fascina. 

Como cristãos, devemos realmente amar Israel e os judeus. Eles são o povo formado por Deus e escolhido por Ele. Apesar de, pela imensa graça e misericórdia do Senhor, hoje podemos também ser chamados de "escolhidos". 

Israel é o Relógio de Deus na Terra. Não vou poder dissecar o assunto agora.
Procure as profecias. Ore por Israel. Se você ama a Cristo, ame Israel. Os acontecimentos de lá, remetem ao fim dos tempos.

Deus criou a nação de Israel através do patriarca Abraão e dele profetizou: "(...) em ti serão benditas todas as famílias da terra." Gn 12:3. 
Israel sofrerá as consequências de terem abandonado ao Senhor e não terem crido que Jesus é o Messias. No entanto, como Relógio da Vinda do Senhor, devemos ficar atentos ao que está acontecendo lá, amar e orar por aquele povo. Somos fruto deles. Jesus era judeu. Nossos exemplos de fé eram hebreus e judeus.

Ore por Jerusalém, ame Jerusalém, ore pela paz em Jerusalém!

Shalom Yerushalayim!

Música Shalom Jerusalém (Paul Wilbur e Ana Paula Valadão)


terça-feira, 4 de abril de 2017

"13 reasons why": um recado para os pais de adolescentes



Preste atenção ao que seu filho está assistindo. Tem um seriado novo da Netflix, que se chama "13 reasons why".
A princípio, ela parece mais uma série de adolescentes no Ensino Médio, tempo em que os colegas são maus e o bullying é algo bem constante. 
O seriado é sobre uma menina que comete suicídio e deixa várias fitas cassete que explicam as razões pelas quais ela decidiu se matar. As razões são vários colegas da escola, que praticam assédio e cometem bullying contra ela, consciente ou inconscientemente (apesar de que ninguém é cruel com outro alguém de forma inconsciente). Na série, os pais estão processando o colégio por ter sido negligente com a filha.
O assunto bullying está em voga nos últimos anos e deve sim, ser discutido. Mas, nesse caso, o assunto central é o suicídio da menina.
A série retrata temas importantes e isso é inegável, mas será que os adolescentes estão com a mente preparada para a forma como a série retrata o assunto? Talvez sirva de gatilho para as emoções em ebulição da adolescência.
Grande parte dos adolescentes é dramático por natureza e muito focado no "agora". 
Não digo para não os deixarem assistir, mas para ficarem atentos, tanto à série e o que ela aborda, quanto ao comportamento do seu próprio filho.

terça-feira, 14 de março de 2017

Com Cristo: trazendo a juventude à adoração

Os integrantes da Com Cristo: da esquerda para a direita
Mateus Louback (bateria), Will Bertolozo (baixo), Gabriel Rodrigues (vocal e guitarra), 
Gabriela Neves (vocal), Nilo Fernandes (guitarra) e Lucas Bertolozo (teclado)
Jovens no mundo todo possuem o sonho de montar uma banda. E, dentro das igrejas, existem milhares, talvez milhões, de meninos e meninas presenteados por Deus com dons relacionados à música e que têm esse desejo. Mas o que faz o sonho se transformar em realidade? A “Com Cristo”, banda formada por membros da Juventude Onda, da Igreja Batista Resplandecente Estrela da Manhã (Ibrem), em Juiz de Fora, Minas Gerais, é um exemplo de sonho que se fez real.
Em julho de 2015 a Com Cristo lançou seu primeiro EP (gravado em estúdio), totalmente composto por músicas autorais. Cerca de 2 mil pessoas compareceram ao lançamento do disco, que aconteceu na tenda da Ibrem. Convites de diversas igrejas em Juiz de Fora e outras cidades do Brasil têm levado os jovens a espalharem a mensagem do Evangelho. O estilo alegre e espontâneo de adorar é o diferencial da banda.

Como tudo começou...
O desejo de expressar adoração através dos dons dados por Jesus partiu do líder, Gabriel Rodrigues. “Chegou um momento que surgiu em mim e na Gabriela Neves, o anseio de gerar em Deus uma banda que expressasse, através do louvor, a linguagem da nossa juventude”, explica Gabriel.
Mas, o que aconteceu para que tudo desse certo? De acordo com o jovem, junto com a Gabriela, vocalista do ministério, ambos submetiam-se às autoridades da igreja. “Buscávamos andar como a Bíblia relata acerca do profeta Samuel, que servia ao Senhor perante Eli, o sacerdote, respeitando as autoridades que Deus implantou sobre nós”. E, assim, o tempo foi passando.
Certo dia, enquanto aguardavam a esperada oportunidade, surgiu a proposta de começarem a tocar durante os cultos de jovens. Segundo Gabriel, eles ainda não tinham em mente quem seriam os músicos ou qual seria o nome do grupo, mas aquele era o início. “No final do ano de 2008, fomos convocados para montar a banda que tocaria no congresso de Carnaval do ano seguinte. A alegria foi inevitável! Deus se mostrou fiel para cumprir todas as promessas”, ressalta.

A formação da banda...
Mas, esse era somente o primeiro passo. Ainda era preciso pedir a Deus que enviasse as pessoas certas para integrarem o grupo. Os primeiros a aceitarem o desafio foram o Will, baixista e tio do Gabriel e seu filho, Lucas, tecladista. Em seguida, chegaram o Nilo, para compor a guitarra e o Matheus, na bateria.
Essa, que é a formação atual da banda, demorou um tempo até acontecer. Gabriel conta que orava e pedia que Deus enviasse as pessoas certas, porque antes ele mesmo havia tentado criar uma banda, que não deu certo. “Mas o desejo permaneceu em meu coração e passei a clamar por integrantes que fossem da vontade Dele, e assim aconteceu. Hoje, estamos juntos em um mesmo propósito: servir a Deus em nossa Igreja local e na Juventude Onda. O resto é consequência da vontade de Deus”, conclui.

O nome da banda...
O nome “Com Cristo” foi escolhido pelo próprio Gabriel e ele busca sempre lembrar aos integrantes da banda a responsabilidade que esse nome traz na vida de cada um. “Se não estivermos conectados com Ele não haverá unidade no ministério, ou melhor, o ministério nem existiria, porque, se Jesus é Deus e Deus é amor, sem Ele nada faz sentido”, ressalta o vocalista.

A primeira música autoral e a gravação do EP...
“Santo Espírito” a música que, inicialmente, parecia ser muito simples, quando ministrada pela primeira vez em um culto da juventude da Ibrem promoveu uma manifestação sobrenatural. A música é de autoria da Nathália Carneiro, irmã mais nova da Gabriela.
Gabriel ressalta que a banda já recebeu diversos testemunhos relacionados aos momentos em que essa música era ministrada e isso acabou despertando para que pudessem compor mais canções. 
A gravação do EP não era algo esperado e foi incentivo do pastor Paulo Jabur. Segundo o líder da Com Cristo, Deus enviou profissionais capacitados, equipamentos de qualidade e recursos através de pessoas que investiram financeiramente.
“O apoio dos nossos pastores e igreja e a expectativa de pessoas que nem sequer conhecíamos nos cativou e nos confortava ainda mais no caminho para a conclusão desse projeto”, afirma Gabriel.

Confira aqui o vídeo da música DIGNO É O CORDEIRO. O vídeo mais acessado da banda.  

Os desafios como jovens cristãos...

Gabriel entende que um dos maiores desafios dos jovens nas igrejas é a imaturidade, que só pode ser vencida através da submissão às autoridades que Deus instituiu. “Quando isso não acontece, eles se frustram, pois estão se esforçando e não conseguem ver frutos. Temos que seguir o exemplo de jovens citados na Bíblia, como Samuel, que servia ao Senhor perante Eli. Além de outros, como Daniel, Davi, José e Timóteo”, conclui.



De Juiz de Fora para o Brasil e o mundo! 
A banda Com Cristo, que nasceu na Juventude da Igreja Batista Resplandecente Estrela da Manhã (Ibrem) vai gravar seu primeiro CD ao vivo. 
O evento acontecerá no dia 15 de abril no templo da Ibrem às 19h30. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

"La La Land" e o preço do sucesso (Carta Capital)

Copio aqui um artigo da revista "Carta Capital", que fala bastante das minhas percepções sobre este filme. Além da produção ser linda, a temática é realmente diferenciada e vai além do "Felizes para sempre".

O musical tem como tema a busca de jovens artistas pela realização profissional. 

A espetacular cena de abertura de La La Land, um plano aberto quase sem cortes, tem a força de demover até o mais cáustico dos críticos de musicais. Dezenas de motoristas saem de seus carros para dançar, rodopiar e saltar entre e sobre os veículos, presos em meio ao trânsito caótico no viaduto de acesso à cidade de Los Angeles.
Tudo é perfeitamente sincronizado e grandioso em uma película filmada em cinemascope, como nos antigos musicais de Hollywood.
É um convite certeiro para mergulhar na história romântica de Mia (Emma Stone), uma aspirante a atriz, e Sebastian (Ryan Gosling), um pianista de jazz em busca da fama. Os dois, como milhões de jovens no mundo todo, também estão presos no trânsito e em vidas que ainda não decolaram.
Terceiro filme de Damien Chazelle (que escreveu e dirigiu Whiplash – Em busca da perfeição), La La Land – Cantando estações recebeu inéditos sete Globos de Ouro, vem abocanhando outros cobiçados prêmios e lidera a bolsa de apostas para ser o grande vencedor do Oscar.
Não é difícil analisar sob essa ótica: trata-se de um filme que rende generosas homenagens ao cinema e à música, em que nem os clichês desagradam, revela com certa criticidade a difícil trajetória para o estrelato e preenche a grande tela com memoráveis números musicais, como a dança de Mia e Sebastian levitando dentro um planetário. Só não espere sair do cinema com reflexões nas alturas.
Sem ser excessivos, os números musicais (com trilha sonora assinada por Justin Hurwitz) constroem uma narrativa que opta por ser mais singela e menos aprofundada sobre quem são Mia e Sebastian.
Passagens que poderiam ser mais bem exploradas, como a da peça que ela escreve e em que atua ou a da submissão dele às regras de uma banda de jazz moderno (capitaneada pelo cantor John Legend) para o qual é convidado, apenas tangenciam o drama contido nelas. Os personagens aceitam os destinos que lhes são impostos em nome do sucesso. Mas isso não reduz a mensagem que Chazelle quis transmitir.
Os musicais dos anos 1940 e 1950, embora os personagens pudessem conquistar tudo o que desejavam, traduziam uma época em que valores pessoais, como amor e sentimento, tinham mais relevância do que uma carreira. La La Land mostra que, nos dias de hoje, a ambição profissional fala mais alto e que a felicidade pode encontrar-se na realização do indivíduo.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/revista/936/la-la-land-e-o-preco-do-sucesso