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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

DECEPÇÕES E SURPRESAS NA NETFLIX

Ahhh tem tempo que não venho indicar nenhuma série por aqui, não é? 
É porque ultimamente está difícil achar algo que seja realmente digno de indicação ou porque 
acabou passando batido ou porque ainda estava insegura se valia a pena indicar. 

Após finalizar Friends pela 1847182374ª vez, fiquei sem rumo na vida dos seriados. 
Como, normalmente, assisto séries antes de dormir e raramente tenho aquele tempão para assistir 
coisas longas e pesadas, gosto de séries levinhas. E aí que vem a maior dificuldade. 
No entanto, nesse tempo que fiquei sem indicar nada, já encontrei algumas opções ou deixei 
de indicar algumas antes e vou deixar a lista aqui abaixo.

Vou começar por THAT´S 70´S SHOW… que me foi indicada por uma página ligada à Friends. 
É sobre um grupo de amigos adolescentes, que estão sempre reunidos no porão de um deles, 
na década de 70. 
A série tem oito temporadas e foi exibida entre 1998 e 2006. 
Algo legal demais é ver o Ashton Kutcher e a Mila Kunis bem novinhos. 
Vai desde a época de colégio, até o momento em que eles precisam decidir sobre a vida adulta. 
Os pais do personagem principal, Eric Forman (Topher Grace), também são bem presentes 
e rendem bons enredos. 

VIRGIN RIVER

Foto: Google images
 Essa foi minha maior surpresa recentemente. A série é original Netflix e muito maravilhosa. 
Aquela série drama/romance linda, com fotografia, cenários e atuações maravilhosas, 
inclusive de atores famosos em outras séries. 
A história é linda e conta com aquela pegadinha de “mudança de vida”. 
A personagem que sai da cidade grande em busca de novos ares no interior. 
No início é meio chatinho um tanto de flashbacks, mas depois a gente acostuma que tem
 que ter para poder entender a formação dos personagens. 
Enfim, é minha surpresa mais linda nos últimos tempos da Netflix… pena que só tem 10 episódios 
(acho que assisti em menos de uma semana, enrolando para não acabar) 
e não sei quando vem a segunda temporada. Mas a boa notícia é que foi renovada!

WHEN CALLS THE HEART

Essa eu já descobri tem alguns anos. Se passa no início do século, no interior do Canadá. 
A fotografia e figurino são “breathtaking”. É lindíssimo!! 
As histórias são lindas, leves e ainda assim com alguns toques de suspense. 
Uma série que tem muitas crianças você sabe, é uma série para a família toda assistir. 
Está é produzida pelo canal cristão Hallmark.
Me decepcionou um pouco na última temporada disponível na Netflix, aconteceram vários babados envolvendo atores (YouTube conta tudo pra gente, né?), mas nada que me faça deixar de querer assistir a sexta e última temporada, mas ainda esperando chegar na Netflix. Parece que eles conseguiram fazer uma reviravolta lá e ficar bom de qualquer forma. Foi um achado e que valeu super a pena!

OUTLANDER

Por saber que gosto de história, uma colega me indicou esta há bastante tempo. 
Comecei a assistir mesmo antes da Netflix. Depois, quando chegou no streaming, 
ficou bem mais fácil. A história é de uma inglesa que é transportada no tempo 
e chega na Escócia em 1743. É maravilhosa!!! 
Tem cenas pesadas de sexo e violência (algumas eu tinha que passar mesmo, porque não dava)... 
uma especificamente tem importância pro desenvolvimento do personagem. 
Os personagens passam por vários períodos importantes da história europeia e mundial. 
É muito interessante. Está na quinta temporada e aí é esperar a Netflix disponibilizar, 
o que ainda deve demorar um pouquinho, já que só começa a ser exibida na 
TV americana em fevereiro de 2020. 

CRAZY EX-GIRLFRIEND

Estou enrolando para assistir a season finale só para não ficar órfã da série. 
Essa foi daquelas que a Netflix fica indicando e a gente passa direto, sabe? 
Mas ela é muuuiitoooo legal. Também é naquela “vibe” de menina que sai da cidade 
grande e vai pro interior. Mas, nesse caso, a doida vai é atrás de um ex dela. 
É um musical com humor (negro, às vezes). Tem drama, tem comédia, tem romance, 
tem uma personagem principal muito complexa. 
A atriz principal Rachel Bloom também é uma das criadoras. 
O que mais me encanta na série é a criatividade pras músicas e temas. 
É hilário, inteligente, sarcástico. É muito legal! 
*Não assisti o final, pois fiquei enrolando e a Netflix tirou do catálogo.

FULLER HOUSE

A continuação de “Full House”, que marcou gerações, já chegou na quinta temporada 
e está muito boa. No início não achei que fosse durar tanto, mas realmente 
eles incrementaram as histórias e é muito delicinha de assistir. 
No início eles ficavam vinculando demais à série da década de 90, 
agora pararam um pouco com isso e deram “vida própria” aos personagens. 
Ficou mais gostoso de assistir e acho que por isso durou. 
Ela termina com cinco temporadas, mas ainda falta a Netflix lançar metade da quinta temporada. 
Vale a pena assistir. 

THE CROWN

Para quem é apaixonado por história e realezas, o que está fazendo que ainda não assistiu?? 
É a história da Rainha Elizabeth (a Betinha é quase uma imortal, né non?) da infância,
coroação, família, passando por momentos importantes da história do Império Britânico. 
Figurinos, cenários, atuações e fotografia impecáveis!! Está na terceira temporada e é original Netflix.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Eleições 2018: o efeito Bolsonaro

Recebi a imagem em um grupo (hahaha) deve ser print de alguma das lives.
À esquerda de Bolsonaro, está a esposa, Michele. À direita, uma intérprete de Libras

 Que a internet mudou a forma de fazer muita coisa, todos nós sabemos. Mas a transformação que ela realizou na campanha eleitoral deste ano, talvez ninguém pudesse prever. Concordam que o período eleitoral deste ano foi completamente atípico?









Vou chamar a discussão em torno do efeito-causa da internet na campanha, de “efeito Bolsonaro”. 


O novo e o velho: o que mudou?

Não estou falando de preferência política. Quero falar de uma nova forma, quase “sem querer” de fazer propaganda eleitoral. A minirreforma eleitoral já promoveu algumas mudanças e restringiu período (de 90 para 45 dias), dinheiro (proibiu financiamento por pessoas jurídicas) e material para os candidatos (agora não pode fazer um monte de coisa como, por exemplo, plotar o carro inteiro, pintar muros etc). Isso já gerou uma necessidade de transformação na maneira de fazer campanha. Não vimos tanto material sendo distribuído nas ruas, por exemplo, afinal, os gastos deveriam ser menores e o papel se tornou um meio com pouca eficiência e credibilidade. Os candidatos focaram bastante na internet. E ela foi primordial para os resultados. Com pouco dinheiro e pouco tempo na televisão, só restava o uso do meio de comunicação que alia alcance direto e barato com o público.

A televisão e o rádio aliás, que eram meios importantes para se conhecer o candidato, mostraram-se praticamente ineficazes. Não pelas notícias em si, mas pelo horário gratuito que, distribuído aos partidos políticos de acordo com presença na Câmara, tornava-se injusto, inclusive. Na TV, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) tinha tempo suficiente para gastar criticando adversários, Jair Messias Bolsonaro (PSL), com seus oito segundos, apresentava somente uma foto com nome, número da legenda e slogan. Era menos tempo que os candidatos ao legislativo. Não era possível depender somente disso. E Alckmin, mesmo com essa estratégia, manteve desempenho muito abaixo do esperado durante todo período de campanha..

Para Bolsonaro, o trabalho com as redes sociais vinha sendo feito progressivamente há alguns anos. Inclusive, com três cabos eleitorais efetivos: Carlos, Flávio e Eduardo, filhos do capitão. Jovens e eleitos para cargos políticos, foram importantes para a campanha do pai e a presença na internet. Carlos é vereador no Rio de Janeiro, Flávio, senador e Eduardo, deputado federal.


Da água turbulenta para o vinho da comemoração

No entanto, tudo mudou a partir de um acontecimento quase cinematográfico: um atentado com faca no meio de uma multidão, durante a campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais. O fato aconteceu no dia 6 de setembro. Coincidentemente, uma data simbólica, visto que era véspera do feriado em comemoração à Independência do Brasil (quer mais “patriota” que isso?”) e um mês antes do primeiro turno das eleições. A partir daí, durante a internação, a campanha passou a ser feita pelos filhos, por eleitores e totalmente voltada para as redes sociais. Os eleitores faziam posts do tipo: “Descansa, capitão, estamos fazendo a campanha por você.” Foram dois grandes procedimentos cirúrgicos e uma bolsa de colostomia que o acompanhará até dezembro ou janeiro. Foi eleito e, talvez, ainda esteja com a bolsa durante a posse. No entanto, vida que segue. Após perder 15 kg e ficar visivelmente debilitado, hoje, se recupera.






Internet: voz do povo e voz para o povo

Antes do atentado, Bolsonaro já estava em primeiro nas pesquisas. No entanto, o acontecido parece ter impulsionado a campanha. Particularmente, a impressão que tive é que muitos que estavam retraídos por serem eleitores do militar reformado, “saíram do armário”. As pessoas começaram a fazer campanha em suas redes sociais e, até mesmo, vídeo com música e dança em homenagem à Bolsonaro surgiu. Meus contatos virtuais estavam divididos, mas quem era 17, se dedicou à campanha. Alguns postavam o dia inteiro no face e, principalmente, nos stories do whatsapp. No whatsapp, grupos com mais de 200 pessoas, frenéticas, comentando o que rolava pelas redes. Conheço gente que estava em cinco de uma vez (eu não aguento não rs).

Quando chegou em casa, já no final do mês, faltando pouco tempo para as eleições, a estratégia utilizada por Bolsonaro foram as “lives”, vídeos ao vivo, transmitidos pelas redes sociais. Lá estava o candidato acompanhado de outras pessoas e de uma intérprete de Libras, em uma mesa, com cenário improvisado. Bem diferente das super produções, até românticas, que estamos acostumados nas propagandas eleitorais da televisão. Era quase um bate-papo, de alguns minutos, muitas vezes, abordando os temas que surgiam na imprensa e na internet por aqueles dias. E assim, dia após dia. Anunciava o horário, entrava ao vivo e conversava com o público.

No instagram e no twitter, bem ativo, fazia posts sobre decisões, explicações e propostas de campanha. E era dali que a imprensa recolhia as informações. Enquanto os outros candidatos estavam na rua, seguidos por repórteres e dando entrevistas, foram poucas vezes que Bolsonaro falou para a imprensa. A escolha foi a campanha direta com seus seguidores/eleitores.

No primeiro turno, não foi aos debates no primeiro turno por orientação médica. Mas, quando liberado, escolheu não ir também. Estratégia (já estava com ampla diferença para o opositor) ou saúde (afinal, seriam momentos de tensão e muito tempo em pé, falando)? Um ou outro, o debate não interferiu no resultado. Se interferiu, não chegou a atrapalhar. Bolsonaro venceu as eleições com pouco mais de 55% dos votos. E, como presidente eleito, está montando seu ministério. E qual meio ele utiliza para divulgar suas decisões? As redes sociais. E ainda deixa claro que ali é o seu meio oficial de informações.




Tudo mudou… é preciso mudar!

A forma de se comunicar mudou e isso está sendo levado para todos os níveis da sociedade. Quando cursei Jornalismo, há mais de dez anos, o Facebook nem era conhecido no Brasil e os celulares não possuíam internet e aplicativos, eram basicamente para fazer chamadas e enviar SMS. Hoje temos um computador na palma das mãos: instrumento poderoso para informar e ser informado, porém, com bastante cautela.


Além de Bolsonaro, outros candidatos que possuíam pouco tempo na televisão, inclusive candidatos ao legislativo, também “enviavam” os eleitores para a internet, sugerindo lives durante o horário eleitoral ou indicando a leitura do plano de governo em seus websites. Diferente dos meios de comunicação de massa, a internet nos permite acessar a informação conforme desejamos. Ao invés de todos assistirem o mesmo programa, ao mesmo tempo, eu consigo acessar um vídeo no YouTube ou uma live no Facebook/Instagram, sobre assunto ou pessoa que seja relevante para mim. E é isso que faz a diferença. Esta “diferença” pode ser boa ou ruim, dependendo de como ou por quem a informação é acessada.


Mais do que nunca, a internet se tornou extremamente relevante e, com certeza, nas próximas eleições, esse meio será visto como prioridade no momento de estabelecer as estratégias de campanha.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Garota, pare de se limitar!


Garota, este é um recado pra você! 
Pare de se limitar!


Você é mais, você pode mais, você merece mais!


Pare de mendigar likes e comentários. Pare de puxar assunto quando não tem o que falar só para ele não te esquecer.


Pare de se contentar com as conversas bobas e sem conteúdo só para conversar com ele.


Pare de se contentar com menos do que você pode ter. Pare de ouvir (ou ler) o que não quer só para manter o “contatinho”.




Escrevo isso por experiência própria e dos outros. Já ouvi amiga dizer que tinha que “tirar leite de pedra” para manter uma conversa. Eu também já fiz isso. Pense bem. Você é inteligente! Sabe falar sobre cinema, moda, política, educação e o que quer que desafie a sua mente. Você quer troca de experiências, de ideias, de alma. Estou errada? Mas, por pura carência, atura diálogos monossilábicos, sem importância ou que não dizem respeito a você. 


Crédito da foto: mamãe
Pare de se limitar. Corte o cabelo como quiser, vista-se como quiser, passe a maquiagem que quiser. Fique linda para você! Não deixe ninguém te limitar. 

Não deixe ninguém dizer o que ou quem você deve ser. Não faça dieta para ser mais magra para os outros. Quer fazer dieta? Que seja pela sua saúde ou para você se sentir melhor consigo mesma.


Pare de se limitar. Você não precisa se calar porque ali só tem homens. 

Você não precisa deixar de frequentar aquele ambiente porque só tem homens. 

Você não precisa ouvir o que não quer porque é mulher.


Garota, pare de se limitar. Você não precisa se vestir igual as outras. 

Você não precisa humilhar a outra garota para parecer melhor. 

Você não precisa ficar com todos ou com qualquer um para provar alguma coisa.


Pare de se limitar! 

Seja quem você é. Seja quem você deseja ser. Não seja quem os outros querem que você seja.



quarta-feira, 7 de março de 2018

O professor Tempo: O que aprendi com a ditadura da beleza

Foto: Bárbara Ribeiro

Quanto mais o tempo passa, mais lições aprendemos. Lições boas e ruins... Lições para a vida inteira. 
O tempo me ensinou a amar a mim mesma. Amo a Deus acima de todas as coisas e para amar ao próximo como a mim mesma, precisava aprender a me amar de verdade. E tenho aprendido essa lição arduamente.

Aprendi que sou linda, não importa o que digam ou o que pensem. Aprendi que sou linda, mesmo quando olho no espelho e não gosto do que vejo. Mas sou linda porque fui sonhada e desenhada pelo criativo Criador. 

Aprendi que sou linda do jeito que sou. Isto não significa que eu não possa aperfeiçoar. O que é bom, sempre pode melhorar.

Aprendi que basta eu me amar, que tudo ao redor coopera. A roupa cai melhor, a pele fica mais reluzente e os olhos mais brilhantes. Até a maquiagem passa a ser mero complemento, e não uma obrigação.

Aprendi que uso cinta pra apertar a barriga e colocar tudo no lugar, mas também aprendi que posso ficar mais à vontade e confortável, afinal, não é a cinta que me deixa mais bonita, é o sorriso no rosto.

Aprendi que posso emagrecer se tiver a fim de sacrificar. Aprendi que engordei e não foi de propósito. Aprendi que posso não comer doce, que posso me controlar, mas também posso comer, pra ajudar a melhorar a TPM.

Aprendi que tem sacrifício que vale a pena e tem uns que não valem o estresse. Aprendi que sou livre, até o momento em que estou satisfeita comigo mesma.

Aprendi que faço dieta é pra ficar bem comigo e não pra agradar os outros. Aprendi que tem gente que prefere te ver infeliz magra, do que feliz acima do peso. 

Aprendi que a roupa que eu visto é pra me sentir poderosa pra mim mesma. Aprendi que não preciso me vestir como os outros acham que preciso me vestir só porque eles acham que fica melhor daquele jeito.

Aprendi que posso usar preto pra disfarçar ou estampado, pra aparecer. Aprendi que posso usar sombra preta com batom vermelho do mesmo jeito que posso sair na rua sem maquiagem.

Aprendi que não sou escrava do pensamento alheio, da última moda ou da maquiagem durante o dia.

Os anos me ensinaram que posso ser eu mesma e que não há nada de errado nisso. 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

500 anos depois da Reforma. O que mudou e o que precisa mudar.


"Estes que têm transtornado o mundo, chegaram também aqui" Atos 17:06b

Porque eu amooooo pregar o Evangelho da graça, da justiça, da restauração, da santidade.
Em 31 de outubro de 1517, o monge Martinho Lutero, pregou, na porta da Igreja de Wittenberg, 95 teses que dividiriam o mundo. Talvez ele não imaginasse o que aconteceria, mas aquele ato teve um grande poder de transformação. A Palavra de Deus, sobre graça e justiça, foi tão forte no espírito de Lutero, que abalou o mundo inteiro. E, hoje, podemos comemorar 500 anos da Reforma Protestante.

O desejo de Lutero era saber como se alcançava o perdão de Deus. Naquele momento, a Igreja Católica vendia as indulgências, o "perdão de Deus". Ao ler a carta de Paulo aos Romanos, o monge foi confrontado, e viu que o que acontecia não era bíblico. Assim, escreveu seu texto chamando os homens ao arrependimento e denunciando as deturpações do Evangelho que estavam acontecendo naquele período. Em sua pregação, também enfatizava a salvação pela fé. A livre interpretação da Bíblia, até então proibida pela Igreja Católica, foi outro ponto importante nas transformações que Lutero provocou no mundo. O monge não desejava sair da Igreja, mas como não mudava suas opiniões, foi excomungado e expulso pelo Papa Leão X. 

Divulgação da Palavra de Deus

A máquina de Gutenberg, invenção recente na época, colaborou na divulgação do material luterano. Também possibilitou a impressão da primeira Bíblia, já que uma das grandes contribuições de Lutero foi a tradução da Bíblia do latim para o alemão. Isso deixou o cristianismo mais acessível e menos hierárquico, pois a Palavra de Deus agora estava disponível para mais pessoas. Assim, o protestantismo pode se proliferar na Europa. 

As grandes mudanças sociais

O protestantismo valorizava o trabalho e o acúmulo de riquezas. Isso libertou a burguesia das proibições eclesiásticas das práticas comerciais e bancárias. "A ética protestante e o espírito do capitalismo", do sociólogo alemão Max Weber, se tornou um clássico. 

A livre interpretação da Bíblia também pode ser compreendida como uma manifestação típica do individualismo do homem renascentista. 

A Reforma também atendeu a interesses políticos de príncipes de monarquias europeias que desejavam maior autonomia em relação à Igreja Católica. A Reforma Anglicana na Inglaterra, por exemplo, confiscou os bens da Igreja e do clero e o rei passou a ser o chefe da igreja.


Imagem do blog 
Cosmovisão Bíblica - discípulo historiado








De acordo com Lutero: "O melhor e mais rico progresso para uma cidade é quando possui muitos homens bem instruídos, muitos cidadãos ajuizados”. A educação também sofreu transformações com a Reforma Protestante. 

Fontes: Vestibular.uol e Portal Metodista

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Dito isto, c
hegou o dia em que se completam 500 anos da Reforma Protestante. É para comemorar, mas também para refletir. Chegamos até aqui. Tanto a avançar, não somos dos que retrocedem na fé, mas precisamos voltar ao primeiro amor. Amor simples, da graça, da justiça, da fé, da esperança. Amor de Cristo. Amor Daquele que nos amou primeiro! 


A Igreja nos dias de hoje, diferente do que Paulo fala aos Romanos, tem se moldado ao mundo. Pensamentos moldados aos pensamentos do mundo. Não temos mais uma Igreja Católica tão forte e centralizadora como aquela, mas temos o espírito mundano que nos cerca todo tempo. 

Sinceramente, não sei se Lutero estaria tãããooo feliz com os resultados da Reforma hoje. Sim, temos uma liberdade que não existia. Liberdade de culto e de interpretação da Palavra de Deus. No entanto, muito precisa ser novamente reformado. Voltar ao primeiro amor e reformar a visão do Evangelho. Do Evangelho puro e simples de Jesus, do amor que Ele tem por nós e não pede nada em troca, a não ser nosso coração. Nossas vidas que devem ser entregues a Ele, não nossos bolsos. Ele não pede rituais, Ele pede um espírito quebrantado de um verdadeiro adorador. Ele não pede festas, congressos e grandes eventos, Ele pede a porta do quarto fechada e uma oração sincera. 

Lutero tinha o início de uma tecnologia para imprimir documentos que transmitissem aquela mensagem e mudou o curso da História. Nós temos televisão, rádio, computadores, internet e tudo mais que necessitarmos e não pregamos ou pouco o fazemos. Temos tanto a fazer ainda e tanto a mudar. Temos que nos preparar. Ele está voltando e somos nós que iremos preparar o caminho. Que possamos abrir uma nova fase na História da Igreja: a fase da Noiva imaculada que recebe o Noivo, Jesus Cristo. 


"Deus cria a partir do nada. Portanto, enquanto um homem não for nada, Deus nada poderá fazer com ele." 
Martinho Lutero

sábado, 29 de julho de 2017

Eu preciso falar sobre "Mr Selfridge"

Jeremy Piven é Harry Gordon Selfridge no seriado que estreou em 2013.
As quatro temporadas da série da ITV estão disponíveis na Netflix.

Para aqueles que curtem o combo "seriado + de época + biografia" vão curtir "Mr. Selfridge". A Netflix e suas infinitas indicações de acordo com as nossas preferências, já me apontava esta série. No entanto, fiquei reticente. Achei que podia ser monótona e muito pesada para minha atual "preguiça mental" para seriados difíceis. 

Depois de uma longa caminhada por seriados de época e que possuíam mulheres como protagonistas (The Crown, Call the midwife, Land Girls, Outlander, The Paradise), finalmente me rendi àquela imagem de um homem poderoso em sua mesa de madeira maciça. E fui positivamente surpreendida. (Adoro quando isso acontece!) E eu "engoli" a série. Assisti um episódio após o outro das quatro temporadas e terminei rapidinho (infelizmente).

Curiosa que sou, entre um episódio e outro, acabei pesquisando sobre o magnata no Google e, é claro, como seria normal de uma biografia, recebi aqueles spoilers direto na face! Mas isso não me atrapalhou em nada. Mr Selfridge já tinha me conquistado.  Figurino, fotografia, cenografia. Tudo impecável! Os atores podem causar certa estranheza a princípio, mas vão se tornando naturalmente parte da nossa família. 


O seriado



Cada personagem traz lições únicas e importantes. Eles se formam e crescem a cada temporada.

Início do século XX, período de grandes mudanças: sociais, tecnológicas ou comportamentais, "Mr. Selfridge" consegue abarcar diversas vertentes. Harry Gordon Selfridge é um estadunidense, visionário. Em viagem à Londres, percebe que aquela cidade, com todo seu potencial, ainda não possuía uma loja de departamentos como a "Marshall Field", onde ele havia sido "formado" profissionalmente. Para você ver que Selfridge está presente hoje ainda, a frase emblemática "O cliente tem sempre razão" é atribuída a Selfridge ou ao seu patrão na Field. No entanto, seu instinto empreendedor, trouxe para a Inglaterra uma nova visão de negócios. Mega promoções e atividades artísticas e culturais eram realizadas na loja e faziam parte das estratégias para atraírem clientes. E publicidade. Ahhh! A publicidade era uma grande paixão de Selfridge, que gastava rios de dinheiro com publicidade em jornais de grande circulação.

A série aborda a vida profissional e pessoal de Selfridge, da ascensão à queda. Caso você pesquise no Google e assista a série, verá que existem algumas diferenças da história real. Porém, isso não abala em nada a qualidade do seriado. Portanto, não vou me ater a repetir o que você pode achar em outros sites. 

Além disso, em uma época em que as roupas eram produzidas artesanalmente e os produtos eram mantidos longe das vistas dos clientes, Selfridge lotava os estoques e deixava à mostra para que todos pudessem ver, tocar e, assim, escolher. A Selfridge´s era uma loja voltada para a classe abastada e, como estratégia, colocou departamentos femininos em evidência, assim como perfumaria e cuidados com a pele. Vitrines eram tão valorizadas por Selfridge, que existiam funcionários com dons artísticos especialmente contratados para pensarem na decoração de acordo com cada campanha ou promoção nova na loja.

O primeiro episódio mostra a inauguração da Selfridge´s e já surgem vários personagens que nos acompanham durante todas as temporadas. As histórias de cada um se misturam com a do próprio Selfridge ou de sua loja. Desde a questão familiar, as aventuras amorosas (que, até mesmo, interferiram nos negócios), a irresponsabilidade com jogatinas, até a forma inovadora de gerenciar a empresa e os funcionários. Os sentimentos são evidenciados e a história de cada um, de Selfridge, seus filhos, gerentes e vendedores, passa a ser envolvente e nos dá a deliciosa sensação de serem parte de nossas próprias vidas. Com sinceridade, quando terminei o seriado, senti muita saudade. 


Por que indico?

Jeremy Piven deixou sua marca e fez um maravilhoso Harry Gordon Selfridge.

Para as quatro temporadas, a passagem de tempo é de cerca de 20 anos, que perpassa diversos acontecimentos da História mundial, como a Primeira Grande Guerra e suas consequências sociais. A passagem de tempo também possibilita vermos as diferenças nos vestuários, maquiagem e no pensamento cultural da época.

Indico, primeiramente, porque sou uma apaixonada por História e esse seriado passa por vários temas interessantes, tais como: a questão da mulher na sociedade, a mudança nos pensamentos culturais com relação ao vestuário, à maquiagem, as consequências sociais de uma guerra, entre outros. Além disso, "Mr Selfridge" é muito bem produzido, com atores ótimos e um figurino impecável. 

A figura feminina também é colocada em evidência. Desde sua mãe, sua esposa, suas filhas, suas amantes, suas funcionárias e suas amigas, diversas personagens fortes e importantes passam pela vida de Selfridge. Apesar dos momentos que revelam a fraqueza de Selfridge diante de um "rabo de saia", também existem os conselhos das mulheres, que ajudam o empresário em vários dilemas. No entanto, ele também faz a diferença na vida de algumas personagens, como suas funcionárias, quando lhes oferece e possibilita oportunidades de crescimento profissional, em um momento em que a mulher era desvalorizada e só servia para ser dona de casa e mãe, ele valoriza a mulher como profissional. E isso é bem pontuado na série. 

Na série existe uma clara demarcação entre as mulheres que são "diversão" e as que "são levadas a sério" na vida de Selfridge. Personagens como a esposa Rosie, a mãe Lois, a amiga Lady Mae e as a funcionárias Agnes Towler, Miss Mardle e Kitty fazem parte do mundo "sério" feminino da vida de Selfridge no seriado. Cada uma com sua parcela de importância, seja na vida pessoal do magnata ou na rotina da loja. No caso das funcionárias, é interessante vermos a visão diferenciada que Selfridge possui diante de um período ainda machista da história. 

"Mr. Selfridge" me marcou em tantos níveis que é difícil descrever. Para mim, foi mais que um entretenimento qualquer. É entretenimento com aprendizado e reflexão. Assista "Mr. Selfridge" com olhar crítico. Mesmo sabendo que não é fiel à verdadeira história de Selfridge, as partes importantes, que revelam os erros e acertos desse homem visionário, estão ali para assistirmos. 


Alguns links interessantes, caso você deseje conhecer mais sobre o empresário que mudou a visão do comércio:

Vídeo produzido pela Selfridge´s com os atores de "Mr. Selfridge"

Texto interessante sobre a vida de Harry Gordon Selfridge

Texto sobre as diferenças entre a história real e a ficção (em inglês)


Assista e me conte suas impressões sobre "Mr. Selfridge".

E agora? Qual seriado você me indica??

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Shalom Yerushalayim - Paz em Jerusalém

Jerusalém, que em teus muros haja paz...

Fonte: Google

Israel me fascina e, certo dia, acordei com Israel na cabeça. Na verdade, logo pela manhã estava ouvindo músicas que remetem à Israel e que me tocaram profundamente.
Sem ser judaizante, eu amo Israel. Amo tudo o que se refere à Jerusalém. Amo tudo relacionado aos judeus e tenho imensa curiosidade acerca de temas que envolvem esse povo, Jerusalém e essa nação. 
Desde criança, tenho o sonho de conhecer Jerusalém. Tudo sobre aquele lugar e povo me fascina. 

Como cristãos, devemos realmente amar Israel e os judeus. Eles são o povo formado por Deus e escolhido por Ele. Apesar de, pela imensa graça e misericórdia do Senhor, hoje podemos também ser chamados de "escolhidos". 

Israel é o Relógio de Deus na Terra. Não vou poder dissecar o assunto agora.
Procure as profecias. Ore por Israel. Se você ama a Cristo, ame Israel. Os acontecimentos de lá, remetem ao fim dos tempos.

Deus criou a nação de Israel através do patriarca Abraão e dele profetizou: "(...) em ti serão benditas todas as famílias da terra." Gn 12:3. 
Israel sofrerá as consequências de terem abandonado ao Senhor e não terem crido que Jesus é o Messias. No entanto, como Relógio da Vinda do Senhor, devemos ficar atentos ao que está acontecendo lá, amar e orar por aquele povo. Somos fruto deles. Jesus era judeu. Nossos exemplos de fé eram hebreus e judeus.

Ore por Jerusalém, ame Jerusalém, ore pela paz em Jerusalém!

Shalom Yerushalayim!

Música Shalom Jerusalém (Paul Wilbur e Ana Paula Valadão)


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

"La La Land" e o preço do sucesso (Carta Capital)

Copio aqui um artigo da revista "Carta Capital", que fala bastante das minhas percepções sobre este filme. Além da produção ser linda, a temática é realmente diferenciada e vai além do "Felizes para sempre".

O musical tem como tema a busca de jovens artistas pela realização profissional. 

A espetacular cena de abertura de La La Land, um plano aberto quase sem cortes, tem a força de demover até o mais cáustico dos críticos de musicais. Dezenas de motoristas saem de seus carros para dançar, rodopiar e saltar entre e sobre os veículos, presos em meio ao trânsito caótico no viaduto de acesso à cidade de Los Angeles.
Tudo é perfeitamente sincronizado e grandioso em uma película filmada em cinemascope, como nos antigos musicais de Hollywood.
É um convite certeiro para mergulhar na história romântica de Mia (Emma Stone), uma aspirante a atriz, e Sebastian (Ryan Gosling), um pianista de jazz em busca da fama. Os dois, como milhões de jovens no mundo todo, também estão presos no trânsito e em vidas que ainda não decolaram.
Terceiro filme de Damien Chazelle (que escreveu e dirigiu Whiplash – Em busca da perfeição), La La Land – Cantando estações recebeu inéditos sete Globos de Ouro, vem abocanhando outros cobiçados prêmios e lidera a bolsa de apostas para ser o grande vencedor do Oscar.
Não é difícil analisar sob essa ótica: trata-se de um filme que rende generosas homenagens ao cinema e à música, em que nem os clichês desagradam, revela com certa criticidade a difícil trajetória para o estrelato e preenche a grande tela com memoráveis números musicais, como a dança de Mia e Sebastian levitando dentro um planetário. Só não espere sair do cinema com reflexões nas alturas.
Sem ser excessivos, os números musicais (com trilha sonora assinada por Justin Hurwitz) constroem uma narrativa que opta por ser mais singela e menos aprofundada sobre quem são Mia e Sebastian.
Passagens que poderiam ser mais bem exploradas, como a da peça que ela escreve e em que atua ou a da submissão dele às regras de uma banda de jazz moderno (capitaneada pelo cantor John Legend) para o qual é convidado, apenas tangenciam o drama contido nelas. Os personagens aceitam os destinos que lhes são impostos em nome do sucesso. Mas isso não reduz a mensagem que Chazelle quis transmitir.
Os musicais dos anos 1940 e 1950, embora os personagens pudessem conquistar tudo o que desejavam, traduziam uma época em que valores pessoais, como amor e sentimento, tinham mais relevância do que uma carreira. La La Land mostra que, nos dias de hoje, a ambição profissional fala mais alto e que a felicidade pode encontrar-se na realização do indivíduo.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/revista/936/la-la-land-e-o-preco-do-sucesso

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Voltemos a viver a vida real!

Rafael, meu irmão; Francisco, meu pai e euzinha, diva!

Para mim, essa foto é repleta de significados. 

É família. Mamãe tira a foto do papai com os filhos em um momento de total espontaneidade, comunhão e inocência. 

É amor. É infância. É infância, em família, cheia de amor e bem vivida. 

Mas, o maior significado ao ter acesso a uma foto como essas é o fato de ter que tirar foto da foto, pois ela foi revelada. 

Revelada daqueles filmes de rolo, que tínhamos que fazer escolha dos momentos em que gostaríamos de guardar e, que nos geram imagens, ainda assim, tão espontâneas como essa.
Era um tempo em que se vivia a vida. 

Não vivíamos a vida alheia ou a vida virtual. Estávamos em comunhão física com pais, amigos e parentes. Era preciso um pouco mais de esforço para experimentar bons momentos.
As fotografias dessa época analógica eram mais espontâneas do que as de hoje, que po
demos tirar 500 fotos e escolher quais desejamos tornar públicas. 

Para ter acesso a essas imagens históricas era preciso encontrar e compartilhar os álbuns de família. Era preciso ter intimidade para conhecer a intimidade do outro.

Era um tempo que não existiam filtros e aplicativos de edição antes da revelação. Era preciso, literalmente, pagar para ver o que o rolo do filme havia captado. 
Máquina fotográfica analógica. Minha mãe tinha uma assim.
Rolo de filme fotográfico



E, às vezes, pagávamos para ver que tínhamos perdido o rolo do filme. Os momentos bons tinham ficado somente na memória. Outras vezes, alguém tinha saído de olho fechado ou fazendo "chifrinho" no colega e não tinha outra imagem para substituir.

Era a vida como ela realmente é.
Hoje, as fotos são maquiadas.

Além da maquiagem das pessoas, as imagens passam por filtros e edições antes de irem a público. Tudo parece tão lindo. As cores são sempre perfeitas.
É a farsa das redes sociais, que deseducou o ser humano a viver a verdade física e ensina a viver a mentira virtual.

Que possamos publicar mais fotos sem filtro. Que nossa vida não passe por aplicativos de edição.
Que você viva a vida como ela realmente é. Seja você um fotógrafo amador ou profissional. 
Simplesmente, viva!